Detalhes - Dissertação do PROFMAT
Aluno: JOY JOAQUIM PEDRO DA COSTA
UFCG - Universidade Federal de Campina Grande - Campina Grande - PB
Dissertação
Título
Novas demonstrações do milenar Teorema de Pitágoras e uma história de inclusão de meninas na Matemática! Um exemplo pedagógico!
Resumo
Este Trabalho de Conclusão de Curso investiga criticamente a afirmação histórica de
Elisha Scott Loomis, emThe Pythagorean Proposition (LOOMIS, 1968), de que “não existem
demonstrações trigonométricas do Teorema de Pitágoras”. A partir da análise das
contribuições recentes de Jason Zimba (ZIMBA, 2009), Nuno Luzia (LUZIA, 2015) e, especialmente,
das jovensNe’Kiya Jackson e Calcea Johnson (JACKSON; AND, 2024)—adolescentes
negras, de uma escola católica em um subúrbio de Nova Orleans, um contexto frequentemente
marginalizado nos espaços científicos—e, pela falta de umadefinição clara
do que seria tal tipo de demonstração nas bibliografias estudadas, propõe-se uma definição
operacional rigorosa: demonstrações trigonométricas do Teorema de Pitágoras são
aquelas que utilizam identidades trigonométricas cujas próprias demonstrações não
dependem do Teorema de Pitágoras. Com base nessa definição, desenvolvem-se três
demonstrações trigonométricas do Teorema de Pitágoras originais, todas fundamentadas
exclusivamente na trigonometria do triângulo retângulo, ou seja, nas razões trigonométricas
definidas por semelhança, sem recorrer ao ciclo trigonométrico nem à Relação
Fundamental da Trigonometria—sen^2 θ+cos^2 θ = 1—como premissa. O trabalho também
analisa a circularidade presente na demonstração de Versluys (VERSLUYS, 1914) e
discute as controvérsias epistemológicas e pedagógicas em torno da suposta impossibilidade
de demonstrações trigonométricas. Como desdobramento prático, elabora-se um
Produto Educacional composto por um vídeo motivacional e uma Atividade Dirigida de
Aprendizagem (ADA) voltada para estudantes do Ensino Médio, inspirada na trajetória de
Jackson e Johnson, com o objetivo de humanizar a matemática e estimular a investigação
criativa. Este estudo não apenas corrige um equívoco epistemológico centenário, mas
também reafirma que a matemática é um campo vivo, acessível e coletivo—onde novas
vozes continuam a transformar verdades aparentemente consolidadas.
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